quinta-feira, 4 de junho de 2009

Leiam o conto escrito pelo aluno Victor Cano da 8ª A

O telefonema pegou-a de surpresa. Atendeu com impaciência os olhos presos ao livro que tinha nas mãos, uma história policial que não conseguia parar de ler.
Era bom estar sozinha lendo um livro de suspense numa noite de ventania. O sábado já estava quase no fim, e ela ali, presa aquelas páginas. O som do telefone era uma intromissão, um estorvo. atendeu a contragosto:
- Alô... Quando uma voz desconhecida surge, carregada meio roca, a atormentava. Mas... quem será esse sujeitinho atrevido com noticias nada animadoras? Era um homem que se dizia sequestrador e que estava de posse de sua filha caçula, uma linda e inocente menininha de apenas cinco anos; mal havia saído das fraldas e já em uma situação nada confortável. A mulher que estava lá, no meio de um problema de perseguição policial se vê em um problema real, a tranquilidade explícita vem a tona, a fortaleza que parecia instransponível, desaba E o homem prosseguia: - Duzentos mil reais ou... Pode esquecer seu anjinho. E era isso, um anjinho loiro e de claros e cristalinos olhos, na posse de um brutamontes. A mulher em desespero estava sem reação. Ouviu o desligar do telefone, e se pôs a chorar: - Mas por que isso, onde esse mundo foi parar; minha filhinha! Ao amanhecer, a desolada mãe, foi em busca de compradores, disposta a vender seus bens, um simples e ralé apartamento e um uno modelo 96. E o desespero batia quando deparava com a questão do dinheiro não ser suficiente.
E o pior o depravado era impaciente, no dia seguinte mandou uma carta, com uma mecha de cabelo da menina, e um aviso que dizia: “Eu não estou brincando quero o dinheiro todo, amanhã, apareça sozinha na esquina da Rua Bartolomeu com a Lupi Cotrin,há,há,há...às 3:00 horas.
Então a mulher teve uma idéia, iria procurar a polícia, o delegado, abismado com a situação sugeriu que fosse com ela e levasse uma mala com papel.
No outro dia, naquela madrugada, os dois se encontraram, a polícia muito bem escondida, com atiradores prontos para dar o “bote”.
Quando o tira percebeu uma falha do bandido, apertou o gatilho. Buuuuummm!
Um grande estouro surge no ar. Quando se vê o bandido e a pobre garotinha derramando sangue e indo de encontro com o chão seco, imundo e o choro repentino da pobre e desolada mãe que a dois dias atrás estava presenciando um conflito policial na ficção e se via agora frente à uma violência real.

Um comentário:

  1. Grande Vitão, você teve muita competência para escrever essas belas palaras.Continue exercitando sua escrita e imaginação.Parabéns

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De vez em quando tem uma visita ilustre! Te amamos Marly! Alunos do Projeto Aluno Monitor 2017